Quando me darei por satisfeita?
Confesso que ando pensativa tem algum tempo. Tentando (em vão?) rever minha vida, meus exs relacionamentos, meu atual, o que vai ser de mim, essas coisas. E tudo vem tão recheado de tantas perguntas e quase nenhuma resposta, que só posso me dar como perdida.
Talvez eu nunca tenha me achado e nunca acharei. Talvez ninguém um dia já se achou. Não sei… acho que a vida foi feita para ser mutável, para surpreender, pra não deixar ninguém se acomodar, acostumar com ela. É… a vida é uma adolescente rebelde. Dessas que dá um trabalho danado e que quase nunca se entende. Inconsequente, passional, vibrante. Pra mim, a vida definitivamente não nasceu pra ser chata, parada, monótona. E relacionamentos estão incluídos nisso, não?!
Tenho discutido com certa frequência com várias pessoas sobre sensações que só o novo proporciona. Ontem assisti a um filme (“The Last Kiss”) que trata exatamente sobre isso, esse vai e vem dos relacionamentos, as falhas, o comodismo, a rotina.
Sempre gostei de gente. De conhecer pessoas, de conversar, de ver que temos interesses comuns. Quando eu digo que gosto de gente… é GOSTAR mesmo. Talvez isso explique o porque pareço nunca estar satisfeita/saciada com o que tenho.
Estou em um relacionamento de alguns anos, entre idas e voltas, que quando paro pra pensar, não consigo entender como amor. Há 2 anos atrás… não teria dúvidas. Hoje… em meio a tantas brigas, só consigo ver falhas, defeitos e uma necessidade. Não… não vejo amor. Vejo rotina, carência, amizade. Acredito que estou investindo em um relacionamento já falido. Tentativas inúteis em resgatar aquilo que um dia foi amor de verdade. Já não recebo a mesma atenção do que antes e nem as dou e quando digo eu te amo, talvez seja só pra cumprir o trato. Ah como me dói, tentar colocar isso em palavras. Em assumir que não está dando mais certo, que tudo esta esquisito e diferente, em mim, nela. Talvez ela já tenha percebido isso também… mas não queira reconhecer. Talvez nos perdemos em algum ponto de nossas vidas e ficamos por lá, sem segurar a mão uma da outra, e aí foi exatamente nessa parte que o nós deixou de existir.
Veja bem… não quero agir errado. Mas ultimamente o que tem me feito sentir viva, são outras pessoas. É o novo, que bate na porta da gente, que fica frente a frente conosco e nos pega de jeito. E a verdade é que essas sensações, de conhecer alguém, falar amenidades, dar em cima sutilmente, me preenche com uma força tão maior do que teria que ser o amor do meu relacionamento. Ai que a gente percebe que as coisas realmente estão fora da ordem.
Temo estar me perdendo. Entrando mais uma vez em terreno perigoso, onde posso ferir e me machucar. Não consigo (talvez porque não queira) deixar essas sensações. Sinto como se elas me tomassem por inteira e que nada além delas existisse. Simplesmente ignoro tudo que tenho, como se estivesse encantada, atiçada, curiosa. Me jogo e aceito ser tomada pelo que for.
Sei que na vida, pessoas novas surgirão, outras antigas reaparecerão e cabe a nós, decidir de que modo isso vai te influenciar, o quanto as pessoas te tocarão. No meu caso.. sinto quase que uma necessidade de ser tocada por todas elas em todas as oportunidades, não deixando passar nada. Definitivamente as pessoas me consomem e eu a elas.
Até quando… isso vai durar? Não sei.
Só sei que hoje já tive minha dose de leve satisfação. Ficou uma vontade no ar. E a minha verdade é que não tem sensação melhor do que essa… a de tentar saber como é e querer desesperadamente fazer acontecer algo. Esse desejo, essa procura… talvez seja até melhor do que a sensação do acontecido, embora sejam sentimentos totalmente diferentes.
Por hoje então… isso me basta. Amanhã… é outra história.
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Tags:satisfação
Hoje não venho aqui falar de mais um dos meus causos amorosos. Portanto… peço licença para falar seriamente de mim e do que venho passando/sentindo.
Ando enfrentando uma fase difícil. Talvez isso explique o motivo do meu sumiço por aqui. Quase deletei esse blog em um acesso de depressão. Tenho andando desmotivada, chorosa, exigente, briguenta. E só agora resolvi assumir a mim mesma que tenho um problema.
Sim. Ainda não fui a um especialista para começar a entender que nome tem tudo isso, mas sei que é real. Talvez mais do que eu queria que fosse, pra ser sincera.
Ontem, finalmente, após uma discussão banal com meus pais, consegui em meio a soluços, muito choro, gagueira e nervoso, explicar o que tem me atormentado. (alívio…)
Já faz 2 anos, que não consigo um emprego. Sou formada, fiz alguns estágios dentro da área, mas depois que a faculdade acabou, não encontrei um lugar. Ok… começo de carreira é assim mesmo, vamos a luta… todos diziam. Um ano se passou, algumas entrevistas aqui, outras ali… nada feito. Decidi viajar pra fora do país e durante 3 meses, trabalhei duro em uma fábrica. Voltei renovada pelas barreiras que superei sozinha, pela minha disciplina e por ter vencido. Empolgada, queria continuar e colocar aqui, tudo que aprendi lá como pessoa. Me senti pela primeira vez, grande. Por ter a coragem de ir e finalmente fazer algo por mim mesma e não por alguém. Nessa vibração, me enchi de esperanças…
Faz 6 meses que voltei e sinto dizer que deixei de acreditar e temo estar desistindo. Estou completamente frustada. As vezes, só penso em ir embora. Quero mais do que nunca construir uma vida minha. Não aguento mais ser sustentada pelos meus pais, dar trabalho pra eles como se eu tivesse 15 anos. Tenho plena consciência de que não sou mais uma garotinha e por isso me desespero. Não entendo porque a minha vida não aconteceu ainda. Não consigo deixar de pensar que no final das contas, devo ser realmente incapaz, desqualificada e porque não, burra.
Tudo isso tem me levado a estágios severos de depressão, intensificados por vários outros medos e loucuras que carrego comigo. (acreditem, se falasse todas aqui, me internariam na hora)
Medo do escuro, de ser assaltada, de que aconteça algo com as pessoas que amo, medo do que não conheço. Estou doente e preciso de ajuda. Porque os medos e sentimentos que tenho são tão sufocantes e cada dia mais ganham força para me paralisar física e psicologicamente falando.
Quero tirar essas loucuras todas da minha cabeça, fazer com que minha mente se aquiete e pare de buscar o tempo todo respostas e fazer tantas perguntas.
Talvez eu só precise me dar uma chance e voltar a acreditar, viver, buscar o que quero, ter objetivos e certezas. Pra quem dedicou a sua vida e energia aos outros, se entregando e amando loucamente e deixou-se um pouco de lado, já é um bom começo.
Escrevendo sobre mim e toda essa loucura que me acompanha lembro de dois escritores que admiro demais e que certamente me entenderiam nesse momento.
Sempre quando as palavras me faltam :
“Como me aniquila essa vida parada, à espera do futuro. Vai me dizer que o amanhã começa no hoje; que se deve plantar antes de esperar a colheita… Sim, sim. Estou por dentro dos clichês. Não tenho dúvidas de que nada brota sem sementes. Mas o que é que há? Não posso ficar de saco cheio do período entre-safras? Não posso querer margaridas fora da estação?
Pois bem! Quero margaridas fora da estação! E se possível rosas, crisântemos e essas flores todas que eu não sei o nome!”
*Clarice Lispector em Água viva
“Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim…
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno – não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.”
*Álvaro de Campos em Tabacaria
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Tags:loucura
My first love
Isso tá parecendo título de redação primária do USA. Mas vim aqui escrever sobre a primeira garota por quem me apaixonei e consequentemente me descobri moderninha safada. rs
Na verdade não teve nada de moderno, já que faz alguns bons anos que isso aconteceu. Para ser exata, 7 anos.
Eu, uma adolescente de 17 anos, com 3 namoradinhos no currículo, entrei para um time de futebol do clube da minha cidade por indicação de uma amiga da escola, um ano mais velha que eu. Essa mesma que mais tarde descobri mais coisas em comum do que somente gostar de jogar bola e das Spice Girls.
As brincadeiras durante o treino eram inevitáveis, mas tão inocentes quanto a de criancinhas na creche. Não tinha duplo sentido e nem malícia. A verdade é que eu nem pensava nisso. Estava tão longe do meu mundo. Namorando sério e quando não, assumo que ficava com alguns vários outros rapazes. Então nem passava pela minha cabeça…mesmo. Achava engraçado o fato de reparar nas mulheres também, mas não como os homens, nem com a mesma cara. Admirava por serem bonitas, quase com uma pontinha de inveja do tipo “queria ter aquele cabelo, olho, etc” e só. Nada de estranho, observava eu, por crer (até hoje) que mulheres heteros fazem o mesmo.
Até que, durante um amistoso (sempre rolava umas competiçõezinhas entre times da cidade), o primeiro contra aquele time, reparei em uma guria. Não sei explicar o motivo, mas ela me chamou a atenção. Tinha um tipo de beleza comum até, cabelos castanho claros, olhos idem, magra e um sorriso lindo (talvez aí o motivo do meu encantamento). Só sei que não conseguia parar de observá-la o jogo todo e isso me deixou confusa. Não entendia porque tinha ficado assim, de forma tão repentina e juvenil. Não sabia o nome dela, onde morava, nem se era uma pessoa legal. Nada.
Depois desse jogo, lembro-me do quanto torcia para que houvesse outros jogos contra o time dela.
Vieram outras partidas, fui tentando me aproximar dela, mas naquele ambiente era difícil. Por Deus, eu mal sabia o que estava fazendo e com que motivos! Fato, era que toda vez que saía na rua, encontrava com a tal garota. Coisas que a vida parece propositalmente fazer conosco, às vezes. E sempre que isso acontecia, sentia um nó no estômago, um frio na espinha. Nos cumprimentávamos e isso era tudo. Bem LOSER assim mesmo. rs
Os treinos acabaram e infelizmente nunca mais vi a tal menina.
Mas depois disso, pensava sempre nela (acompanhada de borboletas na barriga) e até nesse momento em que escrevo, consigo visualizar seu rosto e gestos perfeitamente.
Sentir aquilo por uma garota e não entender o que era exatamente, fez com que me questionasse. Tenho até hoje guardado em disquete e protegido por uma senha (que infelizmente não lembro e por isso não consigo abrir) um texto onde apavorada, confessava me sentir atraída por uma menina.
Sim! Tive medo. Acho que passei por todas as fases de se descobrir. Neguei, fui me informar, contei à algumas pessoas próximas, procurei na internet casos parecidos, fiz loucuras, chorei… enfim.
O mais inusitado/estranho/bizarro é que nessa mesma época, naquela coleção de livros que vinham junto com jornais, peguei ao acaso, um na estante de casa. Tratava-se de ” Le Cahier Volé” de Régine Deforges, em português, “O diário roubado”. Havia visto a sinopse e considerado a história interessante. Comecei a ler e percebi que Léone era uma menina (esses nomes franceses tãaoo ambíguos). Achei mais fascinante ainda, porque talvez tenha me reconhecido ali, nos sentimentos da personagem. Chorei e me revoltei com o preconceito existente na maioria dos personagens do livro. Refleti então sobre ser diferente e não conseguia entender porque na história as pessoas não aceitavam, assim como eu, aquele relacionamento como AMOR, puro e simples, e não como algo sujo, feio e errado.
É… e foi assim que descobri exatamente o que havia sentido anteriormente por aquela garota e porque razões. Naquele momento entendi que os sentimentos fogem de nós e que não podemos escolhe-los ou direcioná-los. E então fui preenchida com a alegria e a certeza de que estava livre para ser feliz e gostar de quem quisesse sem distinções. Até mesmo, de forma platônica, como aquela bela menina foi pra mim.
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O problema é que o ânimo acabou…
Que ironia! Só porque eu botei a maior fé no meu fim de semana, ele foi de mal a pior. Mesmo que no final, talvez somente por cansaço, tenha melhorado um pouco. Digo cansaço, porque eu e a respeitável, brigamos todos os dias e realmente me sinto esgotada por conta disso.
Tudo culpa da tpm + inferno astral da semana anterior ao meu cumpleaños + carência + falta de sintonia do casal e outros tantos plus.
Vamos aos fatos:
Sexta, coquetel da empresa onde F. trabalha, outra cidade, eu sem conhecer ninguém, apresentada como a “amiga”. Programa do tipo desconforto total. Quando aceitei, já sabia disso. Do que teria que passar, do quanto teria que sorrir, fazer social, enfim… participar. E a noite seguiu e cumpri meu papel brilhantemente. O que não foi o caso da minha namorada. Ela simplesmente me abandonou, durante toda a festa, salvo alguns minutos de 2 em 2 horas, quando ia a mesa, se servir. Resultado: Fiz amizade com o mágico da festa ( de quebra, estraguei o truque dele porque previ o resultado), falei a noite toda com os amigos de trabalho da minha namorada, mais do que a própria, a propósito, enquanto ela puxava o saco de clientes.
Ok, não sou do tipo que não entende as coisas. Sei que a festa era um jeito de promover a empresa e que os funcionários tinham mesmo que ficar lá, falando e puxando uma sardinha, mas não precisava ser a noite toda, certo? Sendo que a maior parte das pessoas que trabalham lá, nem sequer fez isso. Eu só queria um suporte, saber que ela estava do meu lado, assim como eu estava lá para apoia-la. Custava ter sido um pouco mais atenciosa? Enfim… chegamos em casa, eu com aquela cólica, dr e dormimos uma pra cada lado.
Sábado, eu querendo ficar de preguiça na cama, como havia dito no post anterior, sobre o quanto gostamos disso e ela acordada, de banho tomado, querendo sair pra cinquenta mil lugares. Ok. Uma leve briga sobre: O que aconteceu com o tempo em que você gostava de ficar comigo sem fazer nada de bobeira na cama? Vamos então ao japonês. Lá mais uma briga soft, sobre o modo como ela fala com as pessoas. Nessa altura, sei que estou parecendo uma velha chata e encrenqueira, que reclama de tudo, que vê nas atitudes dela, sempre algo errado. Talvez tenha um pouco disso, confesso. Mas aquela soma anterior tem uma influência gritante também. Resumindo: Briguei com ela (não pela primeira vez) pelo modo como fala com as pessoas. O tom arrogante que usa, parecendo quase que destratar os outros, um desdém. Eu por ser vegetariana, sempre fico meio incomodada ao pedir um prato, porque sempre que digo que não como, me oferecem então um peixe. Ai até explicar que peixe também não, já se vai um bom tempo. Mas faço isso de maneira natural, com um simples: Não, também não como peixe. Pra mim, isso já é sinônimo de bom entendimento. Agora, analisem vocês. Esse é o jeito que ela fala:
-Olha, você pode ver um prato sem carne porque ela não come nada de carne tá?!
Atendente: Mas o peixe pode vir né?
- Vamos lá! Peixe também é bichinho. Ela não come nada que é bichinho, entendeu? (Seguida de uma risada daquelas secas, como quando se ri de algo não engraçado)
Depois desse almoço, a noite foi surpreendentemente boa. A única do final de semana, eu diria. Fizemos amor, dormimos abraçadas, enfim, nos entendemos.
Domingo, mais uma vez ela acorda cedo. Quer ir ao shopping e eu afim de ficar na cama, onde poderíamos ficar abraçadas, conversar melhor, ser um casal, do que se expor perante a sociedade em um lugar abarrotado de gente.
A idéia inicial era almoçarmos e depois assistir o novo filme da Angelina Jolie. Não fizemos nem uma coisa nem outra. Rodamos o shopping todo atrás de um restaurante. Ela queria ir ao Outback. Paramos em um outro, que demoraria mais umas 2h pra abrir. No Outback, mais uma hora e meia de fila. Nisso, já estavámos brigando, discutindo, putas com essa mudança de planos. Sugeri que fossemos para a praça de alimentação, mas ai ela se zangou, porque queria algo diferente e não comer no mac donald’s como sempre. Mais discussão, eu tentando ver um lugar pra comermos juntas, o que é uma tarefa difícil.
Final da história: Emburrada por causa de tudo isso e cansada de brigar (tanto quanto eu), F. decidiu me deixar falando sozinha, literalmente. Desembestou a andar depressa pelo shopping, descendo as escadas. Ah, como eu odeio quando ela faz isso! Em outros tempos, teria corrido atrás e no calor da raiva, pegado em seu braço, dizendo o quanto tudo isso era imaturo. Naquele tempo, não percebia o quanto eu estava sendo também, ao fazer tal coisa. E pior ainda, sem se importar por estarmos em um lugar público. (Shame!)
Felizmente os tempos mudaram. Talvez não tanto quanto deveria. Mas dessa vez, não corri. E a perdi no meio daquele bolo humano. Procurei por todos os cantos. Sentei e esperei em vão, por 40 minutos. Nada. Será que ela foi embora? Pensei comigo. Não… não teria coragem. Afinal, estava em outra cidade, em um lugar desconhecido, sem nem ao menos saber como voltar pra casa. E também, as chaves do apartamento e o celular dela estavam comigo.
Não almocei, durante essa uma hora que esperei. Caso ela voltasse arrependida, não queria chatear já dizendo que comi. Ia ser mais um estopim. Que idiota!
O telefone toca.
- Onde você tá? Eu já fui embora. Vem pra casa. Pega um táxi.
Não consigo descrever tamanha raiva que senti. Mágoa. Segurei o choro. Desliguei e disse que ia comer. Me limitei a dizer que só lamentava por essa atitude. Com meu ressentimento no ápice, ri mentalmente de forma maquiavélica, por ela ter ficado do lado de fora do apartamento. (o que depois se demonstrou apenas momentâneo, posto que ela é a mulher que “apesar de” amo).
Aqui vale ressaltar o quanto eu também não sou uma pessoa fácil. Fui chata, brigamos juntas, mas nada que justifique me deixar nessas condições.
Ainda assim, antes de ir, lá fui eu, comprar os doces que ela gosta, pra tentar amenizar o que aconteceu.
No caminho, antes de chegar ao apartamento… inspirei, respirei… contei até 100, repetidas vezes. Prometi a mim mesma, não agir como no passado. E assim, entrei muda… sem esboçar a menor reação. Ela então puxou a conversa… e ai chorei. Falei, falei… mas sem elevar a voz.
Agradeci, por dessa vez… ter sido mulher adulta, mulher de classe.
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Meninas de ouro
Só esclarecendo: Não. Esse post não é sobre o filme da Hillary Swank em que ela interpreta uma boxeadora.
Acompanhei entre doses de café e noites mal dormidas, todas as modalidades da já esquecida Olímpiada de Pequim. Tentei assistir a tudo que passava, revezando entre os canais de esporte em busca de melhores imagens, mas pra ser sincera, o único esporte que eu não perdi nem uma partidinha sequer, foi o vôlei feminino. Não por preferir essa modalidade, já que sou melhor jogando futebol mesmo, mas sim por gostar de assistir as meninas jogando, tecnicamente falando.
Minha história com a seleção feminina é antiga. Vem desde do time formado por jogadoras como Virna, Fernanda Venturini e Leila. Essa última, talvez, a verdadeira razão, do meu interesse em partidas de voleibol. Eu achava a Leila boa jogadora, além de bonita, claro. E eu gostava mais ainda do fato dela ser canhota, por ser meio raro nesse esporte. Chorei com elas em Atenas e fiquei chateada quando a Leila se aposentou das quadras. Não larguei as outras meninas, mas fui logo acompanhar a “canhotinha” agora nos jogos de praia.
A seleção foi se renovando e surgiram novos nomes. Fofão, Érica, Waleska, Fabiana, Paula Pequeno, Fabí, Jaqueline, Mari, Sheila.
Nessa altura eu já havia arranjado uma nova musa, que com certeza é unanimidade: a Mari. A menina tem porte de modelo e traços bem característicos de alemães e russos, uma herança genética. Nas quadras, fica o tempo todo com cara de séria e nas comemorações enquanto todas abrem um sorriso, ela se mantém focada no jogo. Foi chamada pela impresa de amarelona, pela derrota em Atenas, mas passou por cima. Tem milhares de tatuagens (o que pra mim é um atrativo) e piercings. Não se expõe muito na mídia e também não tem fotos daquelas com pouca roupa como tantas outras jogadoras. Por já ser tão bonita, é evidente que não precisa disso. E olha que eu nem sou muito aficcionada por loiras de olhos claros. rs
Como foi lindo ver o ouro em Pequim e a campanha maravilhosa que as meninas fizeram. E agora, mais uma vez acompanho as meninas de ouro, no Final Four. Sugiro que todos façam o mesmo… Garantia de uma partidona que é um colírio para os olhos. (isso foi total tiazona sapa, mas tá valendo. hahahaha)
Mari e Leila desde sempre, um incentivo ao esporte. (que aliás é SOMENTE o que quis dizer com esse post. rs)
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Dias de preguiça
Amanhã é sexta-feira! Fim de semana chegando, dias propícios para ficar de bobeira com a namorada. Depois de 2 semanas sem vê-la, amanhã pego um ônibus pra ficar 3 dias na casa de F.. E haja saudade pra um tempo tão curto como esse. E o bom é que não temos nenhum compromisso, tirando um coquetel com o pessoal do trabalho dela (quase me sentindo a Bette Porter, por ir à um evento assim.rs). E melhor ainda é o fato de ambas gostarem de dias de preguiça, mais do que de balada. Já perdi a conta de quantos sábados inteiros passamos na cama, assistindo séries e filmes, ou simplesmente conversando. Ou quando fazemos compras e cozinhamos uma pra outra (adooooro!). Outras vezes, nem saírmos pra comprar um pão, ou algo do tipo, fazemos. Pra isso recorremos ao Habib’s, China in box e tantos outros serviços à domicílio. Pra ser sincera, não tem coisa melhor. É o puro e simples prazer de desfrutar da companhia uma da outra.
Acho que depois de quase 3 anos, já estamos mais do que familiarizadas uma com a outra. Embora nosso relacionamento tenha sido marcado por indas e vindas (mais uma vez, Bette Porter style) e outras pessoas, só com ela tenho tamanha intimidade. Em todos os sentidos. Quase um casamento. Com o pior e o melhor do enlace.
Às vezes o pior me pega de jeito e tenta me convencer de que nossa relação não está mais funcionando, mas aí o melhor e a história que temos, me convencem que ela realmente é a mulher da minha vida.
Afirmo isso, mesmo que digam que sou de momento, passional e indecisa. Confirmo com a incerteza de quem vive cada coisa, de forma visceral, naquele instante/momento. Mesmo soando contraditória.
Como todo passional diria: Esse final de semana, vai ser o melhor de todos. Não tenho dúvidas.
No final das contas, ser assim me dá o direito de viver os melhores momentos da minha vida, à todo momento.
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Tags:delivery, passional, preguiça
Eu até poderia ser…
Desde que a Warner começou a exibir “The Ellen Degeneres show”, tenho assistido com frequência.
Fui ver o programa, pelo fato de ser a Ellen Degeneres, lésbica assumida, que eu já conhecia de outros carnavais, quando namorava a Anne Heche. E eu gostava delas juntas. Achava que chocavam Hollywood. Em meio há tantos casais heteros, estavam as duas, de mãos dadas no tapete vermelho. Puro luxo!
Mas aí o relacionamento acabou, a Anne Heche foi ser hetero outra vez (de vez?) e a Degeneres sumiu (mas continuou firme gostando de mocinhas! =P).
Agora só fazendo um parênteses. Procurando melhor sobre a Heche, olha o absurdo que encontrei: “Sua mãe, Nancy, é psicoterapeuta e cristã, e acredita que suas rezas tenham “curado” a filha da homossexualidade. Em uma entrevista, Anne disse que foi bem clara com todos, que não é porque casou que é heterossexual.” Gente, pelo visto a ex-sogrona da Degeneres é quem precisa de um psicoterapeuta e um exorcismo, no melhor estilo sai capeta!
Voltando…
Embora os motivos que me levaram a assistir o programa não tenha sido o conteúdo e sim meu interesse em saber por onde andava a apresentadora, fui me interessando cada vez mais, pelos convidados e pelo jeito que Degeneres conduz o show. Ela é engraçada demais. E o melhor é que muitas pessoas, a maioria mulheres, estão ali assistindo, sabem que ela é lésbica e não demonstram nenhuma discriminalização. Aliás, quem faz as piadas, referentes a sua própria sexualidade, é ela mesma. E de certa forma, acredito que Degeneres e seu programa contribuem para que o preconceito diminua.
Afinal, ela é uma homossexual bem sucedida, uma das 20 mais ricas no mundo do entretenimento dos EUA, super popular, não só no que é dito como ” o nosso meio”, tem swingue e ainda um bom gosto para escolher parceiras.
Morro de inveja da Ellen Degeneres!
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Tags:inveja, The Ellen Degeneres Show, Warner
Quando as pessoas não desistem
E daí que o rapaz do post anterior não para de me procurar. Alguém avisa pra ele que eu não quero casar? JuroporDeus! É só eu logar no orkut e lá vem com um olátudobementranomsnvamosconversar.
E eu rindo ao ler: Você acha que estou muito em cima, né?!
Foi então que desisti de ser educada. Na verdade, ainda com sutileza disse em letras garrafais o quanto sou chata. Falei sobre a importância de sentir falta de alguém, que preciso de um tempo sozinha (que mentira! ah, se ele soubesse o quanto sou carente), que raramente entro online no msn e que quando entro, costumo só dar oi se me der na telha. Em pensar que poderia perder menos tempo resumindo com um sonoro: Você é pegajoso e me cansa. Agora cruzo os dedos esperando que ele tenha entendido o recado.
E daí que uma ex de mil anos atrás, me mandou um depoimento.
Vamos aos fatos: 2002. Época louca, saía todo fim de semana. Foi assim que conheci V., na balada. Embora a minha teoria sobre pessoas de baladas, me alertar, ficamos, trocamos telefones e começamos a namorar. Ela, uns 3 anos mais nova e morando perto da minha cidade (o que pra mim sempre é considerado um bônus, um “q” a mais na pessoa, dadas as circustâncias de todos meus relacionamentos).
É, eu gostava dela, embora hoje me indague porque raios namoramos. Não tínhamos nada em comum, ela escrevia nas cartas de amor, “o que cinto por você…”, (Ouch! Que dor no meu coração!) e apresentava problemas em ficar só comigo (leia-se me traiu algumas vezes). Mas aí você pensa que não pode cuspir no prato que comeu e que na bem da verdade, saciava sua fome (if you know what i mean). Foi bom enquanto durou, é a verdade com ressalvas.
Acho que namoramos por uns 4 meses. E depois que nos separamos, a mãe dela me ligou pedindo para que voltássemos. Não voltei. V. me procurou mais vezes na época, e isso se repetiu a cada ano. Sim! Ligava para me perguntar se estava namorando e dizer que havia mudado, que não era mais a mesma. E eu achando engraçado, ano após ano. Até que ela finalmente me encontrou no orkut. Confesso que tentei me esconder, mas sem sucesso.
E dessa forma, em depoimento perguntou porque havia sumido, pediu desculpas pelo passado, alegando ter sido infantil. Novamente ressaltou o quanto está mudada e o quanto amadureceu. E dizia que eu tinha razão em ter raiva dela.
Olha, até teria colado. Nessa minha fase de querer deixar e esquecer as minhas desavenças com meus relacionamentos anteriores, as feridas e só pensar nas coisas bouas, poderia realmente ter funcionado. Se… eu disse, se… ela não tivesse tentado adicionar algumas moças da minha lista com interesses próprios. E se algumas dessas pessoas não fossem justamente exs minhas que vieram logo em seguida me perguntar quem era e o porque estava a adicionar a esmo.
Respondi o seu depoimento dizendo o quanto estava chateada por tal situação, mas que não, não guardava mágoa de nada que foi feito no passado, que não tinha raiva. (novamente a máxima, não sou santa, se aplica para não julgar)
É V. os erros de antes já ficaram pra trás. Quanto ao presente… ficou a dúvida.
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Tags:cansativo, ex, mudar, passado
Eu sou uma pessoa caseira, por vários motivos.
O fato de F. morar em outra cidade me desmotiva a sair. Uma porque eu gosto da companhia dela e de ser companhia pra ela. Sair sozinha, ou até com amigos, soa divertido até alguns minutos. Depois começo a sentir falta da presença que só ela consegue ter. Afinal, quando a conversa no bar acaba, eu tenho que voltar pra casa (ou dormir na de alguém), mas completamente sozinha. Não tem o afago, o abraço e o beijo de boa noite. Fora que sou ciumenta e se me comporto em casa e não saio, minha namorada é quase literalmente que obrigada a agir da mesma forma. Já que só se pode cobrar por atitudes que se diferenciam das que você mesma tem. (talvez seja até uma estratégia inconsciente da minha parte)
Outro motivo é que quase nunca tem nada pra se fazer mesmo. Ou eu talvez tenha preguiça de procurar. Tanto lugares pra ir, como pessoas com quem ir. E se estiver frio então… me rendo fácil ao meu cobertor, uma xícara de cappuccino e um bom filme. Porque não se pode negar, que assistir filme, até sozinha, é bom.
É. Talvez a preguiça seja o principal fator que me deixe em casa quase todos os finais de semana. Eu sou uma pessoa sociável, até. Gosto de conhecer gente nova, de conversar. Ainda mais se a pessoa tiver um gosto parecido com o meu. Mas tem dias que elas me cansam, sabe?
O último motivo que uso como explicação para o fato de não sair de casa, me deixa chateada comigo mesma. De me fazer sentir mal. Sério. Acho até que vai além disso.
O que fazer quando a pessoa não se controla diante das circunstâncias? Toda vez que saio, acabo me colocando em situações onde a “ocasião faz o ladrão”. Não queria pensar que é premeditado, mas de fato no decorrer da noite, acaba soando assim.
Nesse fim de semana, não foi. Aliás, o que era premeditado, não aconteceu. Convidei cinquenta amigas para sair comigo e todas acabaram dando um bolo em mim. Tá certo, que uma das convidadas só estaria ali para satisfazer um interesse meu em revê-la (está aí a prova, da minha não muito boa intenção), mas ela não foi. E eu estava realmente animada para ir nesse evento.
A única opção: Uma carona com um rapaz amigo do amigo de fulano. Bonzinho, bonitinho, com bom gosto para artes, enfim, nada de errado. Tirando a parte em que ele inacreditavelmente fala mais do que eu e que sufoca de tanta atenção que quer e de tanto que procura as pessoas. Por Deus, não o conheço há mais de 6 dias e já fui convidada pra cinquenta mil passeios, coisas, etc etc.
Enfim… carona pega. Quase um blind date. Eu e ele no carro, indo de encontro a um evento onde a maioria, era formada por melhores amigos da minha namorada. E eu ali, com um rapaz. (não sei dizer o quanto estranho deve ter sido pra eles)
Festa rolando, conversa vai e vem. Fala fala fala. Uma tentativa de beijo. Meu deus! Imagina se alguém vê aquilo? Ai lá vai eu contar pro menino quem eu realmente sou.
Olha, minha vida é complicada. Louca mesmo. Eu sou assim ó…
Tá chocado?
Depois da tirada que dei, essa explicação deve ter sido mais absurda, que a tentativa frustada de me beijar.
E não foi nem suficiente pra fazê-lo parar de dar em cima. (não que eu seja a camponesa inocente, sabe?)
E o melhor foi o fato dele ter começado a falar de meninas pra mim. Acho que na cabeça dele, eu entendo da coisa. No mínimo, intrigante.
Festa encerrada, agora vamos pra casa. Eu e ele, novamente no carro.
Posso parar na estrada pra te beijar? (já encostando o veículo)
Não…já falei. Vamos embora.
A cena: Porta de casa.
Tchau, obrigada. Aqui o dinheiro da gasolina, que dividimos. Prazer em conhecê-lo também.
Insistindo… deixa eu te dar um beijo ninguém vai saber. Vai vai…
Tum! (30 segundos)
Isso NUNCA aconteceu, tá?!
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Tags:erro
Isso provavelmente vai doer…
Vamos aos fatos:
Eu, 24 anos, bissexual (só pra satisfazer a necessidade de rotúlos que a sociedade exige) há 7, namorando uma ex de quase 3 anos atrás, depois de um relacionamento com um rapaz e anteriormente com uma outra moça.
Chamemos pois essa outra moça de P. , esse rapaz de J. e a atual namorada de F.
Eles formaram há algum tempo atrás, um quadrilátero comigo. Essa história vai render muito e por isso, deixo pra uma próxima. Isso foi só um prelúdio do que está por vir…
Mas o que quero mesmo deixar registrado aqui é o quanto eu tenho sido uma péssima pessoa. Nada de novo, confesso.
Agora você me pergunta: Porque raios criou esse blog se isso talvez denigra a sua imagem e te coloque em situações delicadas? É aí que respondo que cansei dessa hipocrisia (falsa, diga-se de passagem) de todo mundo e de mim mesma. Cansei de guardar certas coisas comigo e pensei em dividí-las. Se ninguém ler isso, pelo menos sei que descarreguei tudo em algum lugar. Nada ficou comigo. Nem o pior nem o melhor de mim. Tudo aqui, como só a realidade é. Simples assim.
E a verdade do dia, que tem honra (será?) de estreiar esse blog, é que tive um “momento de me perder”. Eu e P. numa conversa nada diferente dos outros dias, hoje, caímos por Terra. Como podemos ser tão traiçoeiras conosco, sem ao menos perceber?
- Lembra disso?
_O que você acha de mim? Ah, você é interessante, bonita… etc etc. (mais adjetivos)
-Ah, também acho isso de você. Sempre lembro quando…
Conversas sobre como era bom fazer aquilo e aquilo outro com ela. Como nos divertíamos. O quanto a acho despretensiosamente sexy… Aaahhh o seu sorriso…
Silêncio.
Ih… Será que vai chover? Calor, né?!
Opa… de repente ficou esquisito, não?
Melhor sairmos. Tchau. Boa noite. Beijos. Se cuida.
Mas vê se volta. Porque só consigo pensar no quanto te queria aqui comigo essa noite.
E enquanto isso do outro lado, F. diz: Eu amo você.
Que me venham as chibatadas então.
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Tags:ex, passado, relacionamentos
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